Psiquiatra em Belo Horizonte – Adultos e idosos – (31) 99360-2240 – BELO HORIZONTE – Santa Efigênia
Autor: Rodolfo B. Ladeira - Psiquiatra BH
Rodolfo Braga Ladeira é médico pela Universidade Federal de Minas Gerais (2004). Fez residência em psiquiatria no Instituto Raul Soares (FHEMIG). Obteve o título de especialista em Psicogeriatria pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). É especialista em Dependência Química pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e mestre em Psiquiatria pela Universidade de São Paulo (USP). Foi preceptor voluntário dos programas de Residência Médica em Psiquiatria do Instituto Raul Soares (FHEMIG) e de Psicogeriatria do HC-UFMG.
Atualmente, supervisiona residentes de psiquiatria (R2) e de psicogeriatria (R4) no ambulatório didático de psicogeriatria do LIM-27, no Instituto de Psiquiatria Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e cursa o Doutorado pelo programa de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP. Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em Psiquiatria e Psicogeriatria, atuando principalmente nos seguintes temas: Transtornos psiquiátricos no Idoso, transtornos neurocognitivos (p.ex., doença de Alzheimer), transtorno bipolar, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e dependência química. Atende consultório em Belo Horizonte – MG, na região Hospitalar.
Você sabe qual é a diferença entre a Síndrome pré menstrual – também chamada de “tensão pré menstrual” (TPM) – e o Transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM)?
Alterações que antecedem a chegada do fluxo menstrual, nas emoções, como raivam irritabilidade, depressão, tensão, dor, “inchaço”, alterações na concentração, sono e apetite são alguns exemplos de sintomas vivenciados de forma recorrente por milhões de mulheres em idade fértil. Cerca de três em cada quatro mulheres experimentam alterações físicas, emocionais ou comportamentais leves a moderadas – a síndrome pré-menstrual, também chamada de “TPM”. Todavia, em alguns casos, os sintomas podem ser tão intensos a ponto de atrapalhar de forma significativa as atividades diárias e os relacionamentos sociais, afetivos e sexuais. Quando as alterações emocionais e comportamentais são graves a ponto de impactar a qualidade de vida da mulher, chamamos então de “transtorno disfórico pré-menstrual” (TDPM). Esse drama é vivenciado por pelo menos duas a cada 100 mulheres em idade fértil.
“Disforia” quer dizer inquietude, agitação, mal-estar – alguns dos sintomas presentes nesse transtorno. Outros sintomas comumente apresentados são:
Tristeza, desespero ou sentimentos de inutilidade
Tensão, ansiedade ou “nervosismo”
Humor variável com choro frequente
Irritabilidade, raiva e conflito persistentes com a família, colegas de trabalho ou amigos
Diminuição do interesse em atividades habituais
Dificuldade de concentração
Fadiga, letargia ou falta de energia
Mudanças no apetite, que podem incluir compulsão alimentar ou desejo por certos alimentos específicos
sono excessivo ou dificuldade para dormir
sensação de estar sobrecarregado ou fora de controle
Sensibilidade ou inchaço nos seios, dores de cabeça, dores nas articulações ou nos músculos, ganho de peso
Tanto na TPM quanto no TDPM, os sintomas geralmente começam sete a 10 dias antes do início da menstruação e continuam nos primeiros dias da menstruação.
Qual é a causa do TDPM? A causa do transtorno disfórico pré-menstrual não é clara. Acredita-se que as alterações hormonais que desencadeiam o período menstrual possam contribuir para as alterações de humor e do comportamento.
Como o TDPM é diagnosticado? O diagnóstico do transtorno disfórico pré-menstrual é feito através de entrevista com um médico familiarizado com o transtorno (geralmente, ginecologista ou psiquiatra). Uma avaliação psiquiátrica pode ser importante também para afastar a possibilidade de que os sintomas apresentados sejam na verdade decorrentes de algum outro transtorno, como a depressão ou um transtorno de ansiedade. Se você tiver sintomas de TDPM, converse com seu médico.
Como o TDPM é tratado? Medicamentos e suplementos: O tratamento do transtorno disfórico pré-menstrual é indicado pelo médico após o diagnóstico adequado e pode incluir antidepressivos, pílulas anticoncepcionais, medicamentos sintomáticos (p.ex., antiinflamatórios) ou suplementos nutricionais, para ajudar a prevenir ou minimizar os sintomas. Talvez você tenha ouvido falar sobre algum medicamento ou suplemento que possa ajudar no tratamento do TDPM ou na TPM entretanto, é recomendado que se converse com seu médico antes de tentar algum.
Psicoterapia: A psicoterapia, especialmente a terapia cognitivo-comportamental (TCC), conduzida por um psicólogo ou médico com formação adequada, pode fornecer alguns benefícios para mulheres com TDPM, como redução dos sintomas de ansiedade e depressão.
Mudanças na dieta e no estilo de vida:
O exercício regular geralmente reduz os sintomas pré-menstruais.
Cortar a cafeína, evitar o álcool e parar de fumar também pode aliviar os sintomas.
Dormir o suficiente.
Usar técnicas de relaxamento, como atenção plena (mindfulness), meditação e ioga, também podem ajudar.
Sempre que possível, evite gatilhos estressantes e emocionais, como discussões sobre questões financeiras ou problemas de relacionamento durante esse período.
Para reduzir o edema/ “inchaço”, é importante manter uma alimentação balanceada, com baixo teor de sal e evitar excessos.
Cerca de 1 em cada 10 adultos sofre de enxaqueca, uma doença crônica cuja manifestação principal é um tipo de cefaleia (dor de cabeça) de intensidade variável geralmente, pulsátil (latejante), acometendo uma região específica da cabeça e que pode ser acompanhada de náuseas e intolerância à luz e ao som.
O diagnóstico da enxaqueca é feito por um médico e o tratamento adequado engloba medicamentos específicos para as crises e medicamentos para a prevenção de novos episódios. Além disso, é importante identificar e tratar eventuais transtornos psiquiátricos coexistentes, quando presentes – como a depressão ou transtorno de ansiedade. A depressão e transtornos de ansiedade são frequentes em indivíduos que sofrem de enxaqueca e, se não tratados adequadamente, podem contribuir para uma pior evolução e dificuldade de resposta ao tratamento.
Além do tratamento com medicamentos, algumas mudanças de estilo de vida podem ser recomendadas.
Seguem algumas dicas de mudanças de comportamentos, ou exemplos de hábitos, que podem ajudar a prevenir ou reduzir a frequência / intensidade das crises de enxaqueca:
1 – Tente praticar uma boa “higiene do sono” (p.ex., defina horários consistentes para dormir e acordar; durma apenas o tempo que precisar para se sentir descansado; evite cafeína, álcool e fumar antes de dormir; não olhe para seu telefone ou outros dispositivos antes de dormir)
2 – Coma refeições saudáveis na mesma hora todos os dias.
3 – Faça exercícios regularmente.
4 – Evite alimentos que possam desencadear uma enxaqueca – por exemplo, álcool, cafeína (por causa da dor de cabeça de abstinência da cafeína), nitritos ou nitratos (alimentos enlatados, embutidos e alguns tipos de queijos), adoçantes do tipo aspartame.
5 – Evite estímulos sensoriais que possam desencadear uma enxaqueca – por exemplo, luz forte, luzes piscando, odores, sons, ruído.
6 – Evite períodos prolongados de atividades muito estressantes – ou tente equilibrar sua rotina colocando algumas atividades prazeirosas, para diminuir o impacto das atividades estressantes.
7 – Evite ficar longos períodos sem se alimentar. Pular refeições ou jejuar pode desencadear uma crise de enxaqueca.
8 – Evite o sedentarismo.
Importante: essas dicas não substituem o tratamento medicamentoso para as crises ou para a prevenção de enxaqueca. Para avaliação e orientações adequadas sobre o tratamento, procure seu médico.
Quadros mais graves ou refratários ao tratamento podem demandar avaliação com um cefaliatra (neurologista especialista em cefaleias). Você pode procurar um profissional próximo a você que seja filiado à Sociedade Brasileira de Cefaleia pelo link https://sbcefaleia.com.br/lista-associados.php
Enxaqueca | Sintomas e tratamentos. É comum achar que enxaqueca e dor de cabeça são a mesma coisa. No entanto, enquanto a enxaqueca é uma doença, a dor de cabeça é um dos sintomas dela. O Dr. Mauro Atra, neurologista do HCor, explica os sintomas e tratamentos para essa condição. https://youtu.be/yJWZJtGPWaE