MACONHA & ESQUIZOFRENIA

O CONSUMO DE MACONHA ESTÁ RELACIONADO A FORMAS MAIS GRAVES DE ESQUIZOFRENIA

Um grande estudo de coorte longitudinal apresntado recentemente, no 21st European Congress of Psychiatry (21 º Congresso Europeu de Psiquiatria, 2013) mostra que o uso da maconha (Cannabis) não só aumenta o risco de esquizofrenia, mas sugere que está associado à maior gravidade da psicose esquizofrênica.

Um grande estudo de coorte longitudinal apresntado no 21st European Congress of Psychiatry (21 º Congresso Europeu de Psiquiatria, 2013) mostra que o uso da maconha (Cannabis) não só aumenta o risco de esquizofrenia, mas sugere que está associado à maior gravidade da psicose esquizofrênica.

Nesse estudo de coorte longitudinal, pacientes com esquizofrenia e com histórico de uso de maconha tinham maior tempo de internação, maior taxa de readmissão hospitalar, e um tipo de esquizofrenia “que pode ser mais grave do que os casos de esquizofrenia em geral”, de acordo com o investigador do estudo Peter Allebeck, MD, PhD, professor de medicina social no Departamento de Ciências de Saúde Pública do Instituto Karolinska, em Estocolmo, na Suécia.

Os pesquisadores realizaram um estudo longitudinal de 50.087 homens suecos com idades entre recrutas do Exército 18 a 19 anos, entre 1969 e 1970. Durante o seguimento, um total de 350 homens desenvolveu esquizofrenia.

A história de internação psiquiátrica foi maior nos pacientes que utilizavam maconha que os que não utilizavam e a duração média da primeira admissão hospitalar foi quase o dobro do tempo para os usuários como para os não usuários (59 dias x 30 dias). Um terço dos usuários (34%) necessitou de mais de 90 dias de internação, enquanto apenas 20% dos não usuários foram hospitalizados por tempo prolongado na primeira admissão.

Da mesma forma, os usuários de maconha apresentaram cerca de 3 vezes mais reinternações para esquizofrenia que os não-usuários. Quase um terço dos usuários de maconha tinham mais de 20 readmissões, enquanto apenas 1/10 dos não-usuários tinha internações tão frequentes.

O estudo conclui que a esquizofrenia causada (ou agravada) pelo uso de maconha pode ser mais grave do que a esquizofrenia em geral, com maior gravidade e pior prognóstico.

Fontes:

Keller DM. Cannabis Use Linked to More Severe Schizophrenia. Medscape. Apr 10, 2013

EPA 2013: 21st European Congress of Psychiatry Conference. Abstract 1697. Presented April 7, 2013.

Veja também:

Da maconha à esquizofrenia: http://www.pirainfo.com.br/portal/noticias-sobre-medicina/132-saude/noticias-medicas/5125-da-maconha-%C3%A0-esquizofrenia.html

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NOVO SITE PRETENDE MELHORAR O ACESSO À INFORMAÇÃO SOBRE OS EFEITOS DO ÁLCOOL

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NOVO SITE PRETENDE MELHORAR O ACESSO À INFORMAÇÃO SOBRE OS EFEITOS DO ÁLCOOL (Por Dr Rodolfo Ladeira)

“Se você é um profissional ou gestor de saúde, familiar, usuário de álcool ou alguém preocupado com algum parente ou amigo, aqui você encontrará informações importantes sobre os efeitos do consumo de álcool. Além disso, você encontrará ferramentas e estratégias que lhe permitirão reduzir ou parar de consumir bebidas alcoólicas” anuncia a mensagem de boas vindas do portal Informálcool-Brasil.

Lançado em dezembro de 2012, através de uma parceria entre a OMS, o o Instituto Holandês Trimbos Institut e as universidades federais de São Paulo (UNIFESP), Juiz de Fora (UFJF) e Paraná (UFPR), o site http://www.informalcool.org.br/ pretende melhorar o acesso à informação sobre os efeitos do àlcool.

O site tem como objetivos fornecer informações de qualidade e com embasamento científico sobre o uso, abuso e dependência de álcool a profissionais da saúde, gestores de política pública e a população em geral e também proporcionar intervenções de autoajuda para pessoas que querem reduzir ou parar o uso de álcool.
Essa nova modalidade (e-health) para lidar com o uso de risco e nocivo de álcool está surgindo em muitos países e tem como vantagens a facilidade de uso, disponibilidade por 24 horas, em qualquer lugar com acesso à internet, gratuitamente e com a garantia do anonimato. O site ainda permite a troca de experiências e dúvidas sobre o álcool.
Apesar de ser uma ferramenta de grande potencial na prevenção e no combate dos problemas gerados pelo álcool, vale ressaltar que esta intervenção NÃO SUBSTITUI O ATENDIMENTO COM PROFISSIONAIS ESPECIALIZADOS.

Para conhecer o site, acesse: www.informalcool.org.br

Para ler mais notícias sobre o portal Informálcool-Brasil, acesse: Novo site alerta para os perigos do excesso de consumo de bebida alcoólica

TABAGISMO – Perguntas e Respostas

TABAGISMO    (Dr Rodolfo Ladeira)

POR QUE DEVO PARAR DE FUMAR?
De cada DEZ fumantes, SETE desejam deseja parar de fumar. Entretanto, poucos são aqueles que procuram a ajuda adequada.
O cigarro diminui a expectativa de vida em 8 a 10 anos, em média, mas nos tabagistas pesados, pode-se considerar uma perda maior, de até 23 anos, em média. E não é somente a quantidade (anos de vida) que fica comprometida: o cigarro também prejudica a qualidade de vida, uma vez que é fator de risco para diversas doenças que podem demorar para começar, mas uma vez instaladas, comprometerão a qualidade de vida pelos anos restantes.
O cigarro é fator de risco para SEIS das OITO principais causas de morte no mundo, e quando considerado o tabagismo como doença, ele é a terceira principal causa de morte, somente atrás de cardiopatia isquêmica (infarto) e doença cerebrovascular (“derrame”).
O cigarro pode causar diversos tipos de câncer (de pulmão, traquéia, brônquios, boca, esôfago, estômago, rim, bexiga, dentre outros), além de doenças ( “derrame”, infarto, angina, perda da visão, periodontite, pneumonia, doença vascular periférica, enfizema pulmonar e outras). As doenças causadas pelo cigarro podem acometer tanto aquele que fuma o cigarro diretamente quanto aqueles que estão próximos (fumantes passivos).

QUAL A CHANCE DE PARAR DE FUMAR?
Somente CINCO em cada CEM fumantes consegue parar sem ajuda. O suporte adequado pode aumentar em cerca de 2 a 3 vezes a chance de parar de fumar. O período mais difícil a ser enfrentado são os primeiros três dias depois da interrupção do cigarro, quando os sintomas de abstinência ficam acentuados. Depois desse período, os sintomas de abstinência tendem a diminuir, embora fique alguma vontade de fumar, principalmente causada pelas lembranças causadas por pessoas, lugares, ou atividades que antes estavam relacionadas ao ato de fumar. Se você conseguir ficar os três primeiros dias sem fumar, anime-se: os sintomas de abstinência só tendem a diminuir e só voltarão a piorar se você fumar novamente: mantenha a abstinência!

E SE EU QUISER PARAR SOZINHO?
Existem diversos tipos de tratamento, tanto aqueles que não utilizam medicamentos, quanto aqueles que se baseiam no uso de medicamentos. Entretanto, aqui vão algumas dicas que são importantes para todos os fumantes que desejam parar de fumar (tanto “sozinho” quanto com ajuda):
– O principal a fazer é estabelecer uma data para parar de fumar (geralmente em duas semanas).
– Nesse período, já faça algumas mudanças: retire o cigarro de casa, do locarl de trabalho e do carro, e evite fumar nesses lugares; se possível, pare de comprar maços ou grandes quantidades de cigarro de uma vez: quanto menor for seu acesso ao cigarro, menos você vai fumar!
– Reveja suas tentativas anteriores: o que te ajudou? O que dificultou? E tente fazer planos de como agir se as dificuldades surgiremoutra vez.
– Recaídas do tabagismo ocorrem principalmente nas seguintes situações: (1) emoções negativas, como ansiedade, tristeza, irritação, tédio; (2) pressão para trabalhar rápido; (3) presença de outros fumantes; (4) uso de álcool. Portanto, evite essas situações de risco, e planeje como agir paradiminuir a chance de recair, se não for possível evitar tais situações.

COMO É O TRATAMENTO?
Existem diversos tipos de tratamento, tanto aqueles que não utilizam medicamentos, quanto aqueles que se baseiam no uso de medicamentos. Você pode escolher uma modalidade de tratamento, ou mesmo associar algum tratamento não medicamentoso com um medicamentoso. Para isso, é importante receber as orientações adequadas: procure um médico (preferencialmente um psiquiatra ou pneumologista, ou outro que tenha experiência em tratamento do tabagismo).
Tratamentos sem medicamentos: Embora existam diversas possibilidades (acupuntura, filtros de nicotina, laser, material de auto-ajuda, grupos de ajuda-mútua semelhantes ao AA), os principais tipos de tratamentos não medicamentosos são o aconselhamento e a terapia cognitiva-comportamental, que são oferecidos por profissionais especializados (geralmente médicos ou psicólogos).
Tratamentos com medicamentos: O tratamento é com reposição de nicotina (adesivos ou gomas de mascar), medicações antidepressivas ou específicas para o tabagismo. Para obter o melhor resultado (mesmo para a terapia de reposição de nicotina),procure orientação e acompanhamento médico especializado. Se o tabagismo estiver associado a algum outro transtorno psiquiátrico (como a depressão, o alcoolismo ou transtornos de ansiedade), é muito importante o diagnóstico correto e o tratamento desse outro transtorno.

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