Mais importante do que se posicionar radicalmente contra ou a favor da legalização da maconha, é procurar entender as entrelinhas e conhecer os riscos e benefícios potenciais de uma possível legalização dessa droga. Segue, abaixo, um ponto de vista bastante enriquecedor para essa discussão, publicado pela Folha de São Paulo e assinado pelo Dr Frederico Garcia, professor-coordenador do Centro de Referência em drogas da UFMG.
O CONSUMO DE MACONHA ESTÁ RELACIONADO A FORMAS MAIS GRAVES DE ESQUIZOFRENIA
Um grande estudo de coorte longitudinal apresntado recentemente, no 21st European Congress of Psychiatry (21 º Congresso Europeu de Psiquiatria, 2013) mostra que o uso da maconha (Cannabis) não só aumenta o risco de esquizofrenia, mas sugere que está associado à maior gravidade da psicose esquizofrênica.
Um grande estudo de coorte longitudinal apresntado no 21st European Congress of Psychiatry (21 º Congresso Europeu de Psiquiatria, 2013) mostra que o uso da maconha (Cannabis) não só aumenta o risco de esquizofrenia, mas sugere que está associado à maior gravidade da psicose esquizofrênica.
Nesse estudo de coorte longitudinal, pacientes com esquizofrenia e com histórico de uso de maconha tinham maior tempo de internação, maior taxa de readmissão hospitalar, e um tipo de esquizofrenia “que pode ser mais grave do que os casos de esquizofrenia em geral”, de acordo com o investigador do estudo Peter Allebeck, MD, PhD, professor de medicina social no Departamento de Ciências de Saúde Pública do Instituto Karolinska, em Estocolmo, na Suécia.
Os pesquisadores realizaram um estudo longitudinal de 50.087 homens suecos com idades entre recrutas do Exército 18 a 19 anos, entre 1969 e 1970. Durante o seguimento, um total de 350 homens desenvolveu esquizofrenia.
A história de internação psiquiátrica foi maior nos pacientes que utilizavam maconha que os que não utilizavam e a duração média da primeira admissão hospitalar foi quase o dobro do tempo para os usuários como para os não usuários (59 dias x 30 dias). Um terço dos usuários (34%) necessitou de mais de 90 dias de internação, enquanto apenas 20% dos não usuários foram hospitalizados por tempo prolongado na primeira admissão.
Da mesma forma, os usuários de maconha apresentaram cerca de 3 vezes mais reinternações para esquizofrenia que os não-usuários. Quase um terço dos usuários de maconha tinham mais de 20 readmissões, enquanto apenas 1/10 dos não-usuários tinha internações tão frequentes.
O estudo conclui que a esquizofrenia causada (ou agravada) pelo uso de maconha pode ser mais grave do que a esquizofrenia em geral, com maior gravidade e pior prognóstico.
NOVO SITE PRETENDE MELHORAR O ACESSO À INFORMAÇÃO SOBRE OS EFEITOS DO ÁLCOOL (Por Dr Rodolfo Ladeira)
“Se você é um profissional ou gestor de saúde, familiar, usuário de álcool ou alguém preocupado com algum parente ou amigo, aqui você encontrará informações importantes sobre os efeitos do consumo de álcool. Além disso, você encontrará ferramentas e estratégias que lhe permitirão reduzir ou parar de consumir bebidas alcoólicas” anuncia a mensagem de boas vindas do portal Informálcool-Brasil.
Lançado em dezembro de 2012, através de uma parceria entre a OMS, o o Instituto Holandês Trimbos Institut e as universidades federais de São Paulo (UNIFESP), Juiz de Fora (UFJF) e Paraná (UFPR), o site http://www.informalcool.org.br/ pretende melhorar o acesso à informação sobre os efeitos do àlcool.
O site tem como objetivos fornecer informações de qualidade e com embasamento científico sobre o uso, abuso e dependência de álcool a profissionais da saúde, gestores de política pública e a população em geral e também proporcionar intervenções de autoajuda para pessoas que querem reduzir ou parar o uso de álcool.
Essa nova modalidade (e-health) para lidar com o uso de risco e nocivo de álcool está surgindo em muitos países e tem como vantagens a facilidade de uso, disponibilidade por 24 horas, em qualquer lugar com acesso à internet, gratuitamente e com a garantia do anonimato. O site ainda permite a troca de experiências e dúvidas sobre o álcool.
Apesar de ser uma ferramenta de grande potencial na prevenção e no combate dos problemas gerados pelo álcool, vale ressaltar que esta intervenção NÃO SUBSTITUI O ATENDIMENTO COM PROFISSIONAIS ESPECIALIZADOS.