Oito dicas para ajudar a prevenir a enxaqueca

(por Rodolfo Ladeira)

Cerca de 1 em cada 10 adultos sofre de enxaqueca, uma doença crônica cuja manifestação principal é um tipo de cefaleia (dor de cabeça) de intensidade variável geralmente, pulsátil (latejante), acometendo uma região específica da cabeça e que pode ser acompanhada de náuseas e intolerância à luz e ao som.

O diagnóstico da enxaqueca é feito por um médico e o tratamento adequado engloba medicamentos específicos para as crises e medicamentos para a prevenção de novos episódios. Além disso, é importante identificar e tratar eventuais transtornos psiquiátricos coexistentes, quando presentes – como a depressão ou transtorno de ansiedade. A depressão e transtornos de ansiedade são frequentes em indivíduos que sofrem de enxaqueca e, se não tratados adequadamente, podem contribuir para uma pior evolução e dificuldade de resposta ao tratamento.

Além do tratamento com medicamentos, algumas mudanças de estilo de vida podem ser recomendadas.

Seguem algumas dicas de mudanças de comportamentos, ou exemplos de hábitos, que podem ajudar a prevenir ou reduzir a frequência / intensidade das crises de enxaqueca:

1 – Tente praticar uma boa “higiene do sono” (p.ex., defina horários consistentes para dormir e acordar; durma apenas o tempo que precisar para se sentir descansado; evite cafeína, álcool e fumar antes de dormir; não olhe para seu telefone ou outros dispositivos antes de dormir)

2 – Coma refeições saudáveis ​​na mesma hora todos os dias.

3 – Faça exercícios regularmente.

4 – Evite alimentos que possam desencadear uma enxaqueca – por exemplo, álcool, cafeína (por causa da dor de cabeça de abstinência da cafeína), nitritos ou nitratos (alimentos enlatados, embutidos e alguns tipos de queijos), adoçantes do tipo aspartame.

5 – Evite estímulos sensoriais que possam desencadear uma enxaqueca – por exemplo, luz forte, luzes piscando, odores, sons, ruído.

6 – Evite períodos prolongados de atividades muito estressantes – ou tente equilibrar sua rotina colocando algumas atividades prazeirosas, para diminuir o impacto das atividades estressantes.

7 – Evite ficar longos períodos sem se alimentar. Pular refeições ou jejuar pode desencadear uma crise de enxaqueca.

8 – Evite o sedentarismo.

Importante: essas dicas não substituem o tratamento medicamentoso para as crises ou para a prevenção de enxaqueca. Para avaliação e orientações adequadas sobre o tratamento, procure seu médico.

Quadros mais graves ou refratários ao tratamento podem demandar avaliação com um cefaliatra (neurologista especialista em cefaleias). Você pode procurar um profissional próximo a você que seja filiado à Sociedade Brasileira de Cefaleia pelo link https://sbcefaleia.com.br/lista-associados.php

Fonte: Wootton RJ, Kissoon NR Patient education: Migraines in adults (Beyond the Basics) – UpToDate. 2020. https://www.uptodate.com/contents/migraines-in-adults-beyond-the-basics

Seguem alguns links de interesse:

  • Enxaqueca | Sintomas e tratamentos. É comum achar que enxaqueca e dor de cabeça são a mesma coisa. No entanto, enquanto a enxaqueca é uma doença, a dor de cabeça é um dos sintomas dela. O Dr. Mauro Atra, neurologista do HCor, explica os sintomas e tratamentos para essa condição. https://youtu.be/yJWZJtGPWaE
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Adolescentes que usam maconha apresentarão maior risco de depressão e de suicídio, quando adultos.

Estudo canadense, publicado na última semana pela revista “JAMA Psychiatry, afirma que o uso de maconha por adolescentes e pré-adolescentes está associado a um aumento significativo do risco de desenvolver depressão ou tendências suicidas na idade adulta.

(Domingo, 17 de fevereiro de 2019, por Rodolfo Ladeira)

A maconha (Cannabis) é a droga de abuso mais utilizada pelos adolescentes no mundo. A relação entre o uso dessa droga por adolescentes e o aumento do risco para o desenvolvimento de transtornos mentais graves, como a esquizofrenia, já é alvo de pesquisa e de discussão, há anos (clique aqui para mais informações). Pouco se sabia, até então, sobre o impacto do consumo de cannabis por adolescentes no humor e na probabilidade de suicídio na idade adulta.

O estudo de revisão sistemática/metanálise – conduzido pela pesquisadora Dra. Gabriela Gobbi, do departamento de Psiquiatria da universidade McGill, no Canadá – analisou os dados de 11 estudos longitudinais e prospectivos, que avaliaram o uso de cannabis por um total de 23.317 adolescentes menores de 18 anos (pelo menos 1 ponto de avaliação) e o desenvolvimento de depressão na idade adulta jovem (18 a 32 anos), bem como ansiedade ou suicídio. O risco de desenvolver depressão na idade adulta, por esses usuários, foi 37% maior que o risco apresentado por aqueles que não fizeram uso de maconha na adolescência. As chances de apresentar ideias suicidas também foi maior: 50% maior no grupo de indivíduos que fez uso da droga na adolescência, e estes apresentaram 3 vezes mais chance de tentar suicídio, comparados aos não usuários.

Com base no estudo, pré-adolescentes e adolescentes devem evitar o uso de cannabis, pois seu uso está associado a um aumento significativo do risco de desenvolver depressão ou tendências suicidas na idade adulta jovem – além do risco aumentado para psicose ou esquizofrenia, já demonstrado por outros estudos. Deve-se empenhar em alertar os adolescentes – usuários ou não – sobre os riscos de que o uso dessa droga na adolescência pode trazer consequências significativas para a idade adulta. Essas informações devem ser levadas em conta pelos órgãos de política de saúde pública e pelos governos, a fim de que possam aplicar estratégias preventivas para reduzir o uso de cannabis entre os jovens.

Referência: Gobbi G, Atkin T, Zytynski T, et al. Association of Cannabis Use in Adolescence and Risk of Depression, Anxiety, and Suicidality in Young Adulthood: A Systematic Review and Meta-analysis. JAMA Psychiatry. 2019 Feb 13. doi: 10.1001/jamapsychiatry.2018.4500.

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Foto por Ivandrei Pretorius em Pexels.com

Ansiosos, pacientes carregam angústias da crise para o divã – Folha de S. Paulo

Começa em Brasília, vai para Curitiba, segue para a avenida Paulista, Copacabana, Praça da Liberdade e o resto do país. Depois de um tempo repetindo esse itinerário, para mesmo é no divã… A Folha de S. Paulo publicou uma matéria muito interessante sobre a repercussão da crise no divã, com relato de terapeutas e pacientes. Saiba mais (clique na imagem ou no link abaixo).

http://m.folha.uol.com.br/cotidiano/2016/03/1752007-ansiosos-pacientes-carregam-angustias-da-crise-para-o-diva.shtml

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