Um estudo recente sugere que o COVID-19 estaria associado a um risco significativamente maior para a doença de Alzheimer (DA).
O estudo contou com mais de 6 milhões de pessoas com 65 anos ou mais e encontrou um risco de 50% a 80% para DA no ano seguinte à infecção por COVID-19; o risco foi especialmente elevado para mulheres com mais de 85 anos.
No entanto, os pesquisadores ressaltam que o estudo retrospectivo observacional apresenta algumas limitações em estabelecer se o COVID-19 causaria a DA. Segundo eles, poderia haver uma etiologia viral em jogo ou a conexão poderia estar relacionada à inflamação no tecido cerebral pela infecção por SARS-CoV-2. Ou poderia ser simplesmente que a exposição ao sistema de saúde para COVID aumentaria as chances de detecção de casos de DA não diagnosticados existentes.
Seja qual for o caso, essas descobertas apontam para um potencial aumento nos casos de DA, o que seria motivo de preocupação.
Os resultados foram publicados on-line em 13 de setembro no Journal of Alzheimer’s Disease.
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O curso está dividido em 11 módulos, com aulas remotas síncronas (136h) uma vez ao mês nas sextas-feiras de 18:00 às 22h e nos sábados, de 08:30 às 12:30 e das 13:30 às 17:30, bem como aulas teóricas assíncronas (22h). O início doas aulas está previsto para 26 de fevereiro.
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Estudo norte-americano, publicado ontem pela revista “Science Translational Medicine“ trouxe à tona não somente uma nova possibilidade de medicação (ainda em fases iniciais de pesquisa), mas uma nova nova via para o combate a doenças neurodegenerativas em humanos.
(Quinta-feira, 28 de março de 2019, por Rodolfo Ladeira)
Medicamento lonafarnib, que já foi estudado para tratamento de câncer, progeria e hepatite D, trouxe resultado surpreendente quando foi testado em modelo animal de neurodegeneração. Essa recente descoberta – em testes com camundongos – trouxe à tona não somente uma nova possibilidade de medicação, mas uma nova nova via para o combate à doença de Alzheimer e outras doenças neurodegenerativas.
O estudo foi publicado essa semana, pela revista Science Translational Medicine e relata os achados iniciais – em camundongos portadores de taupatia – de que uma classe existente de drogas (inibidores da farnesyltransferase) pode combater a doença de Alzheimer e outras doenças neurodegenerativas de uma maneira diferente dos tratamentos anteriormente testados.
Segundo o referido estudo, a inibição da enzima farnesyltransferase seria capaz de ativar uma via que estimula a eliminação de uma proteína chamada Tau – que se encontra elevada em várias doenças neurodegenerativas e é responsável pela formação dos emaranhados neurofibrilares (uma das lesões características da doença de Alzheimer). A eliminação dessa proteína seria realizada por estruturas chamadas lisossomos – que estão presentes no interior das células.