VI Simpósio de Saúde Mental da Pessoa Idosa: Fragilidade, Demência e Políticas Públicas em Perspectiva Integrada à Produção do Conhecimento Científico

O Brasil está envelhecendo rápido. Segundo o Censo de 2022, tivemos um salto de mais de 57% no número de pessoas com 65 anos ou mais em pouco mais de uma década. Mas a grande pergunta que trago hoje aqui no blog é: estamos preparados para envelhecer com qualidade de vida e amparo adequado?

Na minha rotina de consultório, dedicando-me ao cuidado de pacientes que já passaram dos 50 anos, e também na supervisão de médicos residentes lá no ambulatório de Psicogeriatria do Lim-27 na USP, percebo um desafio diário. Muitas famílias e até mesmo profissionais de saúde ainda confundem os sinais de fragilidade e demência com o famoso (e perigoso) mito do “é normal da idade”.

A fragilidade vai muito além da fraqueza física. Ela é multidimensional: envolve a cognição, o lado emocional, a mobilidade e o contexto sociofamiliar. E quando falamos de fragilidade cognitiva, as demências, como a Doença de Alzheimer, assumem o protagonismo. Entender a evolução clínica dessas condições e os novos biomarcadores disponíveis não é apenas um luxo acadêmico, mas uma necessidade urgente para o planejamento do cuidado.

É exatamente para aprofundar essa discussão que faço questão de divulgar e convidar a todos para o VI Simpósio de Saúde Mental da Pessoa Idosa. O evento é organizado pelo Programa de Extensão em Psiquiatria e Psicologia de Idosos da UFMG (PROEPSI), um grupo de excelência do qual já tive a honra de fazer parte.

O simpósio abordará o tema “Fragilidade, Demência e Políticas Públicas em Perspectiva Integrada à Produção do Conhecimento Científico”. A mensagem central é clara: a pesquisa de ponta, a prática de consultório e as políticas públicas do SUS não podem caminhar separadas. Elas precisam atuar em rede para garantir um cuidado longitudinal e integral ao idoso.

Se você é profissional da saúde, estudante, gestor público ou um familiar que busca entender melhor o processo de envelhecimento e adoecimento, este evento é para você. Grandes nomes nacionais e internacionais da psiquiatria, geriatria e pesquisa estarão reunidos para compartilhar evidências recentes e experiências bem-sucedidas.

A ciência e o cuidado devem caminhar juntos. Espero vocês lá!

Informações do Evento:

VI Simpósio de Saúde Mental da Pessoa Idosa: Fragilidade, Demência e Políticas Públicas em Perspectiva Integrada à Produção do Conhecimento Científico. Programa de extensão em psiquiatria e psicologia de idosos da UFMG.

Dicas para controlar o peso

A relação entre a psiquiatria e o peso é complexa e envolve como os problemas de saúde mental podem afetar o peso de uma pessoa, assim como os efeitos do peso e da alimentação no bem-estar mental.

Diversos transtornos psiquiátricos podem afetar o peso corporal. Por exemplo, transtornos depressivos e de ansiedade frequentemente alteram o apetite, podendo levar à perda ou ao ganho de peso. Transtornos alimentares como anorexia nervosa e bulimia nervosa têm um impacto direto no peso e na relação do indivíduo com a comida.

O controle do peso é importante para a saúde geral, pois ajuda a prevenir doenças crônicas, como obesidade, diabetes, doenças cardíacas e alguns tipos de câncer.

O tratamento de transtornos psiquiátricos em pacientes com problemas de peso muitas vezes requer uma abordagem integrada. Isso pode incluir terapia nutricional, exercícios físicos e intervenções psicoterapêuticas, além do manejo farmacológico.

Para controlar o peso, é importante combinar uma alimentação saudável com a prática regular de atividade física.

Alimentação saudável

A alimentação saudável é fundamental para o controle do peso. É importante incluir na dieta alimentos ricos em nutrientes e com baixo teor de calorias.

Aqui estão algumas dicas para uma alimentação saudável:

  • Ingira frutas, verduras e legumes diariamente. Esses alimentos são ricos em vitaminas, minerais e fibras, que ajudam a saciar a fome e a manter o peso.
  • Escolha alimentos integrais em vez de refinados. Os alimentos integrais são ricos em fibras e nutrientes, e ajudam a controlar o açúcar no sangue e a promover a saciedade.
  • Reduza o consumo de alimentos processados e ultraprocessados. Esses alimentos são ricos em calorias, açúcar, gordura e sal, e podem contribuir para o ganho de peso.
  • Beba bastante água. A água ajuda a manter o corpo hidratado e a promover a saciedade.
  • Reduza a disponibilidade de alimentos engordativos. O hábito alimentar saudável começa no supermercado. Compre apenas alimentos saudáveis e pouco calóricos. Lembre-se de que se você comprar, você vai comer.

Atividade física

A prática regular de atividade física é outro fator importante para o controle do peso. A atividade física ajuda a queimar calorias e a manter a massa muscular.

A recomendação é que adultos pratiquem pelo menos 150 minutos de atividade física moderada ou 75 minutos de atividade física vigorosa por semana. Trinta minutos por cinco dias já é suficiente para atingir essa meta.

Aqui estão algumas dicas para praticar atividade física regularmente:

  • Escolha atividades que você goste e que se encaixem na sua rotina.
  • Comece aos poucos e aumente a intensidade e a duração da atividade gradualmente.
  • Procure um profissional de educação física para orientar a sua prática de atividade física.

Além da alimentação saudável e da prática regular de atividade física, existem outras dicas que podem ajudar a controlar o peso, como:

  • Durma bem. A falta de sono pode aumentar o apetite e dificultar o controle do peso.
  • Reduza o estresse. O estresse pode levar ao aumento do cortisol, um hormônio que estimula o apetite e o armazenamento de gordura.
  • Evite o consumo excessivo de bebidas alcoólicas. As bebidas alcoólicas são ricas em calorias e podem contribuir para o ganho de peso.

Se você está com dificuldade para controlar o peso, converse com o seu médico ou nutricionista. Eles poderão te ajudar a elaborar um plano personalizado para atingir seus objetivos.

Bibliografia:

  • Ministério da Saúde. Guia Alimentar para a População Brasileira. Brasília: Ministério da Saúde, 2014.
  • Ministério da Saúde. Guia de Atividade Física para a População Brasileira. Brasília: Ministério da Saúde, 2016.

Guia Para Cuidadores de Pessoas com Transtorno Bipolar

(Autor: Lesley Berk; Revisores: Márcio G. Soeiro–de-Souza, Ricardo A. Moreno e Vasco V. Dias)

O livro – DOWNLOAD GRATUITO

Se você é um adulto que tem um relacionamento próximo a um portador do transtorno bipolar, é importante saber mais sobre a doença, para que possa ajudar o seu ente querido. Você pode obter informações práticas e confiáveis no Guia para cuidadores de pessoas com transtorno bipolar.

Esta obra proporciona informações e sugestões sobre como o transtorno bipolar pode ser gerido e tratado, e alguns recursos que poderão ajudar no cuidado diário do paciente. Essas informações e sugestões são uma combinação de resultados de pesquisas, com as opiniões consensuais de painéis internacionais de cuidadores, de pessoas com transtorno bipolar, de clínicos e de pesquisadores, todos eles especialistas e com experiência nessa enfermidade.

Este guia não substitui as orientações médicas. Ao contrário, oferece acesso a informações adicionais para que você, o cuidador, ou a pessoa a quem está ajudando conheça mais sobre o transtorno bipolar.

Com as informações nele contidas, você ficará mais preparado para compreender as considerações feitas pelo médico e, então, discuti-las com mais segurança.

Para baixar gratuitamente, acesse: https://www.ipqhc.org.br/files/11779GuiaBipolar1808.pdf

Fontes: https://www.abrata.org.br/guia-para-cuidadores-de-pessoas-com-transtorno-bipolar/ e https://www.ipqhc.org.br/files/11779GuiaBipolar1808.pdf

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