Fôlego de esperança na luta contra o Alzheimer.

Estudo norte-americano, publicado ontem pela revista “Science Translational Medicine trouxe à tona não somente uma nova possibilidade de medicação (ainda em fases iniciais de pesquisa), mas uma nova nova via para o combate a doenças neurodegenerativas em humanos.

(Quinta-feira, 28 de março de 2019, por Rodolfo Ladeira)

Medicamento lonafarnib, que já foi estudado para tratamento de câncer, progeria e hepatite D, trouxe resultado surpreendente quando foi testado em modelo animal de neurodegeneração. Essa recente descoberta – em testes com camundongos – trouxe à tona não somente uma nova possibilidade de medicação, mas uma nova nova via para o combate à doença de Alzheimer e outras doenças neurodegenerativas.

O estudo foi publicado essa semana, pela revista Science Translational Medicine e relata os achados iniciais – em camundongos portadores de taupatia – de que uma classe existente de drogas (inibidores da farnesyltransferase) pode combater a doença de Alzheimer e outras doenças neurodegenerativas de uma maneira diferente dos tratamentos anteriormente testados.

Segundo o referido estudo, a inibição da enzima farnesyltransferase seria capaz de ativar uma via que estimula a eliminação de uma proteína chamada Tau – que se encontra elevada em várias doenças neurodegenerativas e é responsável pela formação dos emaranhados neurofibrilares (uma das lesões características da doença de Alzheimer). A eliminação dessa proteína seria realizada por estruturas chamadas lisossomos – que estão presentes no interior das células.

Para saber mais sobre a doença de Alzheimer, visite a página da Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz): http://abraz.org.br/web/sobre-alzheimer/o-que-e-alzheimer/

Para acessar o estudo mencionado, na íntegra, visite a página: http://stm.sciencemag.org/content/11/485/eaat3005

Notícias relacionadas em inglês: https://gizmodo.com/in-the-wake-of-failed-alzheimers-drug-trials-scientist-1833617119

Notícias relacionadas em português: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2019/03/28/interna_ciencia_saude,745847/remedio-para-diabetes-tambem-trata-alzheimer-diz-estudo-norte-america.shtml

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Ilustração por Colin Behrens do Pixabay

Adolescentes que usam maconha apresentarão maior risco de depressão e de suicídio, quando adultos.

Estudo canadense, publicado na última semana pela revista “JAMA Psychiatry, afirma que o uso de maconha por adolescentes e pré-adolescentes está associado a um aumento significativo do risco de desenvolver depressão ou tendências suicidas na idade adulta.

(Domingo, 17 de fevereiro de 2019, por Rodolfo Ladeira)

A maconha (Cannabis) é a droga de abuso mais utilizada pelos adolescentes no mundo. A relação entre o uso dessa droga por adolescentes e o aumento do risco para o desenvolvimento de transtornos mentais graves, como a esquizofrenia, já é alvo de pesquisa e de discussão, há anos (clique aqui para mais informações). Pouco se sabia, até então, sobre o impacto do consumo de cannabis por adolescentes no humor e na probabilidade de suicídio na idade adulta.

O estudo de revisão sistemática/metanálise – conduzido pela pesquisadora Dra. Gabriela Gobbi, do departamento de Psiquiatria da universidade McGill, no Canadá – analisou os dados de 11 estudos longitudinais e prospectivos, que avaliaram o uso de cannabis por um total de 23.317 adolescentes menores de 18 anos (pelo menos 1 ponto de avaliação) e o desenvolvimento de depressão na idade adulta jovem (18 a 32 anos), bem como ansiedade ou suicídio. O risco de desenvolver depressão na idade adulta, por esses usuários, foi 37% maior que o risco apresentado por aqueles que não fizeram uso de maconha na adolescência. As chances de apresentar ideias suicidas também foi maior: 50% maior no grupo de indivíduos que fez uso da droga na adolescência, e estes apresentaram 3 vezes mais chance de tentar suicídio, comparados aos não usuários.

Com base no estudo, pré-adolescentes e adolescentes devem evitar o uso de cannabis, pois seu uso está associado a um aumento significativo do risco de desenvolver depressão ou tendências suicidas na idade adulta jovem – além do risco aumentado para psicose ou esquizofrenia, já demonstrado por outros estudos. Deve-se empenhar em alertar os adolescentes – usuários ou não – sobre os riscos de que o uso dessa droga na adolescência pode trazer consequências significativas para a idade adulta. Essas informações devem ser levadas em conta pelos órgãos de política de saúde pública e pelos governos, a fim de que possam aplicar estratégias preventivas para reduzir o uso de cannabis entre os jovens.

Referência: Gobbi G, Atkin T, Zytynski T, et al. Association of Cannabis Use in Adolescence and Risk of Depression, Anxiety, and Suicidality in Young Adulthood: A Systematic Review and Meta-analysis. JAMA Psychiatry. 2019 Feb 13. doi: 10.1001/jamapsychiatry.2018.4500.

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Foto por Ivandrei Pretorius em Pexels.com

Curso de Cuidador de Idosos – Santa Casa BH

Ainda há vagas para o curso de Cuidador de Idosos

O curso terá duração de 80 horas e turmas previstas para Outubro de 2018.

Clique na imagem para maiores informações

Foto: Alunos do Curso de Cuidador de Idosos – Divulgação santacasabh.org.br

Fonte: http://www.santacasabh.org.br/ver/curso_de_cuidador_de_idosos_vagas_dispon%C3%ADveis_no_turno_da_tarde.html

Maiores informações e inscrição:  http://santacasabh.org.br/ver/cursos_de_qualifica%C3%A7%C3%A3o_e_capacita%C3%A7%C3%A3o_profissional.html

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