CONSULTA PÚBLICA DO CFM SOBRE PRESCRIÇÃO DE CANABIDIOL

CONSULTA PÚBLICA | O Conselho Federal de Medicina (CFM) receberá contribuições da população brasileira para a atualização da Resolução nº 2.324/22, que trata da prescrição de canabidiol (CBD).

A resolução 2.324/22, que restringia a prescrição do CBD, pelo médico, apenas a quadros específicos de epilepsia refratária, encontra-se suspensa, temporariamente, desde o dia 24/10, pelo próprio CFM. Enquanto isso, o CFM determinou a abertura de uma nova consulta pública acerca dessa resolução.

Desde segunda-feira (24/10), estará disponível plataforma no site do CFM para que qualquer pessoa possa enviar sugestões. Será possível participar do processo até o dia 23 de dezembro.

Para saber mais sobre a consulta pública, acesse: https://portal.cfm.org.br/noticias/consulta-canabidiol

Síndrome das Pernas Inquietas – você conhece essa síndrome?

O que é a síndrome das pernas inquietas?

A síndrome das pernas inquietas é uma condição que produz sensações estranhas nas pernas. Se você sofre da síndrome das pernas inquietas, pode sentir vontade de mover as pernas à noite, o que pode dificultar o conforto e o sono.

Em alguns casos, a síndrome das pernas inquietas ocorre isoladamente e parece ocorrer em famílias. Em outros casos, parece estar relacionado a outros problemas de saúde. Por exemplo, uma condição chamada “anemia por deficiência de ferro”, que significa que há muito pouco ferro no sangue, parece aumentar o risco de síndrome das pernas inquietas. Outras condições que aumentam essa síndrome são doenças renais, diabetes e esclerose múltipla. A gravidez também parece aumentar o risco de desenvolver a síndrome das pernas inquietas.

Quais são os sintomas da síndrome das pernas inquietas?

As pessoas que sofrem desta síndrome sentem um desejo irresistível e irritante de mover as pernas quando estão em repouso. Eles descrevem a sensação como formigamento, cócegas, puxão ou formigamento e ocorre dentro das pernas (não na pele) e geralmente abaixo dos joelhos. Os sintomas geralmente pioram à medida que o dia passa e atingem o pico à noite. Eles podem ser particularmente incômodos quando a pessoa está tentando ficar sentada para ler um livro, assistir televisão ou adormecer. Mas você pode fazer com que a sensação desapareça temporariamente andando ou movendo as pernas. Algumas pessoas com síndrome das pernas inquietas acham que suas pernas se movem sozinhas enquanto dormem.

Resumindo, os sintomas:

● Aparecem durante um período de repouso/ descanso

● Desaparece se você mover as pernas de propósito

● Pior à noite

● Às vezes incluem movimento involuntário das pernas durante o sono

Juntos, os sintomas da síndrome das pernas inquietas podem dificultar o sono à noite. Pessoas com essa condição geralmente se sentem cansadas durante o dia.

Existe um teste para a síndrome das pernas inquietas?

Não, não há provas. Seu médico ou enfermeiro pode descobrir se você tem síndrome das pernas inquietas perguntando sobre seus sintomas e fazendo um exame. Ele também pode fazer exames de sangue para ver se você tem ferro suficiente no sangue.

Existe alguma coisa que eu possa fazer por conta própria para me sentir melhor?

Sim. Você pode se sentir melhor se:

● Fizer atividades que mantenham sua mente alerta durante o dia, por exemplo, palavras cruzadas

●Permanecer fisicamente ativo

● Massagear as pernas (ou pedir a outra pessoa para fazê-lo)

●Aplicar calor nas pernas com uma compressa morna ou tome um banho morno

●Quando possível, evite tomar medicamentos que possam piorar a síndrome das pernas inquietas – Esses medicamentos incluem anti-histamínicos (medicamentos que são usados no tratamento de alergia, náusea ou vertigem) como a difenidramina (por exemplo, nome comercial: Difenidrin*) e alguns medicamentos usados para tratar a depressão. Se você estiver em uso de algum desses medicamentos, converse com seu médico – não interrompa medicamentos de uso contínuo sem consultar seu médico.

Devo procurar um profissional de saúde?

Consulte o seu médico ou enfermeiro se a condição trouxer incômodo importante ou se prejudicar a qualidade do seu sono.

Como é tratada a síndrome das pernas inquietas?

Algumas pessoas com SPI não precisam de remédios para tratá-la porque seus sintomas são leves e não os incomodam com muita frequência. Se você precisar de tratamento procure um médico. Há vários medicamentos que os médicos podem sugerir. Alguns exemplos são:

● Suplementos de ferro

● Anticonvulsivantes

● Antiparkinsonianos

● Benzodiazepinicos

Em pacientes com síndrome das pernas inquietas que também têm uma forma grave de doença renal chamada insuficiência renal, a síndrome pode melhorar com um tratamento chamado hemodiálise (também conhecido como diálise).

O que acontece se eu estiver grávida?

Se estiver grávida, você pode tomar suplementos de ferro e tentar outras sugestões que não envolvem o uso de medicamentos prescritos. A maioria dos medicamentos usados para tratar a síndrome das pernas inquietas não provou ser segura durante a gravidez. Se seus sintomas forem graves, você poderá tomar certos medicamentos sob orientação médica, mas lembre-se de que, após o parto, a condição geralmente desaparece ou melhora muito.

Esta informação geral é um resumo limitado de informações sobre diagnóstico, tratamento e/ou medicação. Não pretende ser exaustivo e deve ser usado como uma ferramenta para ajudar o usuário a entender e/ou avaliar possíveis diagnósticos e opções de tratamento. NÃO inclui todas as informações sobre condições, tratamentos, medicamentos, efeitos colaterais ou riscos que seriam aplicáveis a um paciente específico. Não se destina a ser um conselho médico ou substituir o conselho, diagnóstico ou tratamento de um profissional de saúde com base em exame médico e avaliação das circunstâncias únicas e específicas do paciente. Os pacientes devem falar com um profissional de saúde para obter informações completas sobre sua saúde, preocupações médicas e opções de tratamento, incluindo quaisquer riscos ou benefícios do uso de medicamentos. Esta informação não endossa nenhum tratamento ou medicamento quanto à sua segurança, eficácia ou aprovação para tratar qualquer paciente específico.

Fonte: https://www.uptodate.com/contents/es-419/restless-legs-syndrome-the-basics/print?search=restless%20legs%20patient&source=search_result&selectedTitle=1~150&usage_type=default&display_rank=1 <acessado em 27/04/22>

Transtorno disfórico pré-menstrual: diferente da TPM?

(por Rodolfo Ladeira)

Você sabe qual é a diferença entre a Síndrome pré menstrual – também chamada de “tensão pré menstrual” (TPM) – e o Transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM)?

Alterações que antecedem a chegada do fluxo menstrual, nas emoções, como raivam irritabilidade, depressão, tensão, dor, “inchaço”, alterações na concentração, sono e apetite são alguns exemplos de sintomas vivenciados de forma recorrente por milhões de mulheres em idade fértil. Cerca de três em cada quatro mulheres experimentam alterações físicas, emocionais ou comportamentais leves a moderadas – a síndrome pré-menstrual, também chamada de “TPM”. Todavia, em alguns casos, os sintomas podem ser tão intensos a ponto de atrapalhar de forma significativa as atividades diárias e os relacionamentos sociais, afetivos e sexuais. Quando as alterações emocionais e comportamentais são graves a ponto de impactar a qualidade de vida da mulher, chamamos então de “transtorno disfórico pré-menstrual” (TDPM). Esse drama é vivenciado por pelo menos duas a cada 100 mulheres em idade fértil.

Disforia” quer dizer inquietude, agitação, mal-estar – alguns dos sintomas presentes nesse transtorno.
Outros sintomas comumente apresentados são:

  • Tristeza, desespero ou sentimentos de inutilidade
  • Tensão, ansiedade ou “nervosismo”
  • Humor variável com choro frequente
  • Irritabilidade, raiva e conflito persistentes com a família, colegas de trabalho ou amigos
  • Diminuição do interesse em atividades habituais
  • Dificuldade de concentração
  • Fadiga, letargia ou falta de energia
  • Mudanças no apetite, que podem incluir compulsão alimentar ou desejo por certos alimentos específicos
  • sono excessivo ou dificuldade para dormir
  • sensação de estar sobrecarregado ou fora de controle
  • Sensibilidade ou inchaço nos seios, dores de cabeça, dores nas articulações ou nos músculos, ganho de peso

Tanto na TPM quanto no TDPM, os sintomas geralmente começam sete a 10 dias antes do início da menstruação e continuam nos primeiros dias da menstruação.

Qual é a causa do TDPM?
A causa do transtorno disfórico pré-menstrual não é clara. Acredita-se que as alterações hormonais que desencadeiam o período menstrual possam contribuir para as alterações de humor e do comportamento.

Como o TDPM é diagnosticado?
O diagnóstico do transtorno disfórico pré-menstrual é feito através de entrevista com um médico familiarizado com o transtorno (geralmente, ginecologista ou psiquiatra). Uma avaliação psiquiátrica pode ser importante também para afastar a possibilidade de que os sintomas apresentados sejam na verdade decorrentes de algum outro transtorno, como a depressão ou um transtorno de ansiedade.
Se você tiver sintomas de TDPM, converse com seu médico.

Como o TDPM é tratado?
Medicamentos e suplementos:
O tratamento do transtorno disfórico pré-menstrual é indicado pelo médico após o diagnóstico adequado e pode incluir antidepressivos, pílulas anticoncepcionais, medicamentos sintomáticos (p.ex., antiinflamatórios) ou suplementos nutricionais, para ajudar a prevenir ou minimizar os sintomas.
Talvez você tenha ouvido falar sobre algum medicamento ou suplemento que possa ajudar no tratamento do TDPM ou na TPM entretanto, é recomendado que se converse com seu médico antes de tentar algum.

Psicoterapia:
A psicoterapia, especialmente a terapia cognitivo-comportamental (TCC), conduzida por um psicólogo ou médico com formação adequada, pode fornecer alguns benefícios para mulheres com TDPM, como redução dos sintomas de ansiedade e depressão.

Mudanças na dieta e no estilo de vida:

  • O exercício regular geralmente reduz os sintomas pré-menstruais.
  • Cortar a cafeína, evitar o álcool e parar de fumar também pode aliviar os sintomas.
  • Dormir o suficiente.
  • Usar técnicas de relaxamento, como atenção plena (mindfulness), meditação e ioga, também podem ajudar.
  • Sempre que possível, evite gatilhos estressantes e emocionais, como discussões sobre questões financeiras ou problemas de relacionamento durante esse período.
  • Para reduzir o edema/ “inchaço”, é importante manter uma alimentação balanceada, com baixo teor de sal e evitar excessos.

Fontes:
https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/premenstrual-syndrome/expert-answers/pmdd/FAQ-20058315 (acessado em 11/09/2021)
https://www.uptodate.com/contents/premenstrual-syndrome-pms-and-premenstrual-dysphoric-disorder-pmdd-beyond-the-basics (acessado em 11/09/2021)
https://www.uptodate.com/contents/treatment-of-premenstrual-syndrome-and-premenstrual-dysphoric-disorder (acessado em 11/09/2021)

Foto por Andrea Piacquadio em Pexels.com

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