Apresentação sobre “TDAH e envelhecimento” na Jornada Mineira de Psiquiatria. Tema pouco discutido e de grande relevância diante do envelhecimento populacional. Cada vez mais frequente a procura de avaliação por idosos que passaram a vida inteira por problemas decorrentes da desatenção, da hiperatividade e da impulsividade. Foi um prazer participar da mesa sobre “Neurodivergências em populações específicas”, ao lado dos colegas Dra Kelly Robis e Dra Christiane Ribeiro e Dr Filipe Porto.
CONSULTA PÚBLICA | O Conselho Federal de Medicina (CFM) receberá contribuições da população brasileira para a atualização da Resolução nº 2.324/22, que trata da prescrição de canabidiol (CBD).
A resolução 2.324/22, que restringia a prescrição do CBD, pelo médico, apenas a quadros específicos de epilepsia refratária, encontra-se suspensa, temporariamente, desde o dia 24/10, pelo próprio CFM. Enquanto isso, o CFM determinou a abertura de uma nova consulta pública acerca dessa resolução.
Desde segunda-feira (24/10), estará disponível plataforma no site do CFM para que qualquer pessoa possa enviar sugestões. Será possível participar do processo até o dia 23 de dezembro.
Você sabe qual é a diferença entre a Síndrome pré menstrual – também chamada de “tensão pré menstrual” (TPM) – e o Transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM)?
Alterações que antecedem a chegada do fluxo menstrual, nas emoções, como raivam irritabilidade, depressão, tensão, dor, “inchaço”, alterações na concentração, sono e apetite são alguns exemplos de sintomas vivenciados de forma recorrente por milhões de mulheres em idade fértil. Cerca de três em cada quatro mulheres experimentam alterações físicas, emocionais ou comportamentais leves a moderadas – a síndrome pré-menstrual, também chamada de “TPM”. Todavia, em alguns casos, os sintomas podem ser tão intensos a ponto de atrapalhar de forma significativa as atividades diárias e os relacionamentos sociais, afetivos e sexuais. Quando as alterações emocionais e comportamentais são graves a ponto de impactar a qualidade de vida da mulher, chamamos então de “transtorno disfórico pré-menstrual” (TDPM). Esse drama é vivenciado por pelo menos duas a cada 100 mulheres em idade fértil.
“Disforia” quer dizer inquietude, agitação, mal-estar – alguns dos sintomas presentes nesse transtorno. Outros sintomas comumente apresentados são:
Tristeza, desespero ou sentimentos de inutilidade
Tensão, ansiedade ou “nervosismo”
Humor variável com choro frequente
Irritabilidade, raiva e conflito persistentes com a família, colegas de trabalho ou amigos
Diminuição do interesse em atividades habituais
Dificuldade de concentração
Fadiga, letargia ou falta de energia
Mudanças no apetite, que podem incluir compulsão alimentar ou desejo por certos alimentos específicos
sono excessivo ou dificuldade para dormir
sensação de estar sobrecarregado ou fora de controle
Sensibilidade ou inchaço nos seios, dores de cabeça, dores nas articulações ou nos músculos, ganho de peso
Tanto na TPM quanto no TDPM, os sintomas geralmente começam sete a 10 dias antes do início da menstruação e continuam nos primeiros dias da menstruação.
Qual é a causa do TDPM? A causa do transtorno disfórico pré-menstrual não é clara. Acredita-se que as alterações hormonais que desencadeiam o período menstrual possam contribuir para as alterações de humor e do comportamento.
Como o TDPM é diagnosticado? O diagnóstico do transtorno disfórico pré-menstrual é feito através de entrevista com um médico familiarizado com o transtorno (geralmente, ginecologista ou psiquiatra). Uma avaliação psiquiátrica pode ser importante também para afastar a possibilidade de que os sintomas apresentados sejam na verdade decorrentes de algum outro transtorno, como a depressão ou um transtorno de ansiedade. Se você tiver sintomas de TDPM, converse com seu médico.
Como o TDPM é tratado? Medicamentos e suplementos: O tratamento do transtorno disfórico pré-menstrual é indicado pelo médico após o diagnóstico adequado e pode incluir antidepressivos, pílulas anticoncepcionais, medicamentos sintomáticos (p.ex., antiinflamatórios) ou suplementos nutricionais, para ajudar a prevenir ou minimizar os sintomas. Talvez você tenha ouvido falar sobre algum medicamento ou suplemento que possa ajudar no tratamento do TDPM ou na TPM entretanto, é recomendado que se converse com seu médico antes de tentar algum.
Psicoterapia: A psicoterapia, especialmente a terapia cognitivo-comportamental (TCC), conduzida por um psicólogo ou médico com formação adequada, pode fornecer alguns benefícios para mulheres com TDPM, como redução dos sintomas de ansiedade e depressão.
Mudanças na dieta e no estilo de vida:
O exercício regular geralmente reduz os sintomas pré-menstruais.
Cortar a cafeína, evitar o álcool e parar de fumar também pode aliviar os sintomas.
Dormir o suficiente.
Usar técnicas de relaxamento, como atenção plena (mindfulness), meditação e ioga, também podem ajudar.
Sempre que possível, evite gatilhos estressantes e emocionais, como discussões sobre questões financeiras ou problemas de relacionamento durante esse período.
Para reduzir o edema/ “inchaço”, é importante manter uma alimentação balanceada, com baixo teor de sal e evitar excessos.