Apresentação sobre “TDAH e envelhecimento” na Jornada Mineira de Psiquiatria. Tema pouco discutido e de grande relevância diante do envelhecimento populacional. Cada vez mais frequente a procura de avaliação por idosos que passaram a vida inteira por problemas decorrentes da desatenção, da hiperatividade e da impulsividade. Foi um prazer participar da mesa sobre “Neurodivergências em populações específicas”, ao lado dos colegas Dra Kelly Robis e Dra Christiane Ribeiro e Dr Filipe Porto.
“Se meus pais são bipolares, qual a chance eu tenho, de ser bipolar também ?”
“O que significa ter um pai com transtorno bipolar?”
A história familiar positiva para o transtorno bipolar (TB) é um dos fatores de risco mais fortes e consistentes para o TB. O aumento do risco para o TB é de cerca de 10 vezes para parentes de indivíduos com esse transtorno. Ou seja, se o risco habitual de alguém desenvolver o transtorno bipolar for em torno de 1 em cada 100 indivíduos (esse número varia de acordo com estudos), esse risco aumentaria para 1 em cada 10, se houver histórico familiar. A magnitude do risco aumenta com o grau de parentesco (p. ex. gêmeos idênticos) ou caso ambos os pais apresentem esse diagnóstico. Apesar de a predisposição para esse transtorno ser, em grande parte, hereditária, diversos fatores ambientais são potencialmente relacionados com o desencadeamento e gravidade do transtorno em um indivíduo vulnerável (como o uso de álcool ou drogas, por exemplo).
Fonte: American Psychiatric Association. Diagnostic and statistical manual of mental diosders, 5th ed. Arlington VA, American Psychiatric Association, 2013.